segunda-feira, 25 de outubro de 2021

As brigas do Ciro Gomes com o ex-presidente Lula podem levar ao rompimento de aliança no Ceará


As trocas de farpas entre Ciro Gomes (PDT) e o ex-presidente Lula (PT) levaram setores petistas no Ceará a consideraram o rompimento da aliança entre os dois grupos políticos no estado nas eleições de 2022.

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Desde 2006, quando o hoje senador Cid Gomes foi eleito governador, os Gomes e o PT estão lado a lado nas eleições para o Governo do Ceará. No entanto o panorama para 2022 é incerto.

Em 2010, a aliança se deu com Cid na disputa pela reeleição. Em 2014, os Gomes lançaram a candidatura do petista Camilo Santana, que foi reeleito em 2018, novamente apadrinhado por Ciro e Cid.

Agora, enquanto o PDT tem como pré-candidato a governador Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, com apoio de Ciro e Cid, o PT está dividido entre manter a aliança com os pedetistas ou lançar uma candidatura própria.

Caso o PT decida partir para a disputa, o objetivo principal é garantir no Ceará um palanque a Lula, provável candidato petista à Presidência.

No entanto, o deputado federal José Guimarães, vice-presidente nacional do PT, e o governador Camilo Santana, cotado para disputar o Senado, defendem a manutenção da aliança com o PDT.

Por outro lado, o deputado federal José Airton Cirilo e a deputada federal Luizianne Lins, ex-prefeita de Fortaleza, são defensores da candidatura própria do PT. José Airton colocou seu nome à disposição do partido para ser o candidato a governador.

Nos bastidores, José Airton e Luizianne argumentam que, com o PDT na cabeça de chapa para o governo em uma aliança, a coligação seria dominada pelo grupo de Ciro, sem espaço para fazer campanha para Lula, mesmo com Camilo bem avaliado na disputa pelo Senado.

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O desgaste entre PDT e PT em âmbito nacional foi ampliado neste mês. No dia 2, Ciro foi vaiado em manifestação contra Bolsonaro em São Paulo por apoiadores de Lula. Uma semana depois, o ex-ministro discutiu com a ex-presidente Dilma Rousseff nas redes sociais.

Ciro acusou Lula de conspirar a favor do impeachment da petista. Em seguida, a ex-presidente afirmou que o pedetista "mente descaradamente".

Em meio às fagulhas entre Ciro e Lula, uma ala do PT do Ceará iniciou o movimento em defesa da candidatura própria do partido ao governo do estado em 2022.

O grupo realiza plenárias com a militância do PT e pretende fazer caravanas em cidades do interior para levar mensagens do partido para a população.

A campanha é batizada de "PT lá e cá", em alusão a Lula na disputa nacional e uma candidatura petista no pleito estadual. Porém a definição final deve ser da direção nacional do PT.

As reuniões são vistas nos bastidores do partido como estratégia do grupo para pressionar a cúpula da legenda. No entanto a missão é considerada árdua pelos defensores do rompimento com o PDT.

Um dos fatores para essa avaliação é o bom trânsito que José Guimarães, defensor da aliança, tem com Lula e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

No PT do Ceará, José Guimarães se tornou desafeto interno do deputado federal José Airton Cirilo, mais cotado para disputar o governo.

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Guimarães argumenta a interlocutores que é mais importante assegurar uma cadeira para Camilo Santana no Senado em sintonia com o PDT, que tem um terço dos prefeitos do Ceará, e que a prioridade da direção nacional do PT é lançar nomes do Legislativo, em detrimento aos governos estaduais.

Nos bastidores, José Airton e Luizianne argumentam que, com o PDT na cabeça de chapa para o governo em uma aliança, a coligação seria dominada pelo grupo de Ciro, sem espaço para fazer campanha para Lula, mesmo com Camilo bem avaliado na disputa pelo Senado.

O desgaste entre PDT e PT em âmbito nacional foi ampliado neste mês. No dia 2, Ciro foi vaiado em manifestação contra Bolsonaro em São Paulo por apoiadores de Lula. Uma semana depois, o ex-ministro discutiu com a ex-presidente Dilma Rousseff nas redes sociais.

Ciro acusou Lula de conspirar a favor do impeachment da petista. Em seguida, a ex-presidente afirmou que o pedetista "mente descaradamente".

Em meio às fagulhas entre Ciro e Lula, uma ala do PT do Ceará iniciou o movimento em defesa da candidatura própria do partido ao governo do estado em 2022.

O grupo realiza plenárias com a militância do PT e pretende fazer caravanas em cidades do interior para levar mensagens do partido para a população.

A campanha é batizada de "PT lá e cá", em alusão a Lula na disputa nacional e uma candidatura petista no pleito estadual. Porém a definição final deve ser da direção nacional do PT.

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As reuniões são vistas nos bastidores do partido como estratégia do grupo para pressionar a cúpula da legenda. No entanto a missão é considerada árdua pelos defensores do rompimento com o PDT.

Um dos fatores para essa avaliação é o bom trânsito que José Guimarães, defensor da aliança, tem com Lula e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

No PT do Ceará, José Guimarães se tornou desafeto interno do deputado federal José Airton Cirilo, mais cotado para disputar o governo.

Guimarães argumenta a interlocutores que é mais importante assegurar uma cadeira para Camilo Santana no Senado em sintonia com o PDT, que tem um terço dos prefeitos do Ceará, e que a prioridade da direção nacional do PT é lançar nomes do Legislativo, em detrimento aos governos estaduais.

O grupo que sustenta candidatura própria defende aliança com partidos de esquerda, como PC do B, PSOL e PSB, e com o MDB, comandado no estado pelo ex-senador Eunício Oliveira, que presidiu o Senado no período do impeachment de Dilma Rousseff e é inimigo político de Ciro Gomes.

Na avaliação de José Airton, se Eunício estiver disposto a uma aliança com o PT, o partido não terá restrições, apesar do impeachment em 2016. O deputado disse acreditar que a divergência do passado pode ser superada.

No ano passado, Sarto (PDT) foi eleito prefeito. Ele era deputado estadual e teve apoio de Ciro Gomes. Com apoio do PT no segundo turno, venceu o Capitão Wagner (Pros) em margem apertada. O bolsonarista é cotado para a disputa do Governo do Ceará e flerta com o União Brasil.

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O deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) defende que o PT esteja no palanque do PDT já no primeiro turno no Ceará para derrotar o nome apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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