quarta-feira, 1 de junho de 2022

Deputado bolsonarista diz que professora deve ser colocada no “paredão” de fuzilamento

 


O deputado federal Éder Mauro (PL-PA) defendeu, nesta quarta-feira (1º/6), em plena Comissão de Direitos Humanos da Câmara, colocar no “paredão de fuzilamento” uma professora que utilizou uma montagem de Jesus Cristo em uma prova.

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Na questão que levantou polêmica, a docente deixa claro se tratar de um meme criado a partir da obra ‘Cristo Crucificado’, do pintor espanhol Diego Velásquez, e que apresenta os dizeres: “Bandido bom é bandido morto”.

A polêmica foi levantada pelo ator Mario Gomes, que é pai de um dos alunos da professora em questão. O artista ainda comunicou ter registrado um boletim de ocorrência sobre o caso, acusando a docente de intolerância religiosa.

Antes, Mauro havia chamado a docente de “jumenta, imponderada e comunista”. “Simplesmente envergonha a classe de professores querendo comparar Jesus Cristo com bandido. Isso é uma vergonha com professores. Esta cidadã, se assim se pode chamar, nunca deveria comparar… Que ela compare bandido com aqueles mais de 20 mortos no Rio de Janeiro”.

Pelas redes sociais, o ator Mario Gomes afirma ter se deparado com o suposto episódio de intolerância religiosa em questão da prova do filho, que tem 16 anos. Na gravação, o artista mostra o enunciado com uma reprodução da obra Cristo Crucificado, do pintor espanhol Diego Velásquez, dizendo que “bandido bom é bandido morto”.

“Hoje fiz um Registro de Ocorrência na Decradi [Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância na Rua do Lavradio]. Meu filho está sendo vítima de intolerância religiosa por ser um católico praticante. No momento certo estarei dando ciência para vocês, meus amigos”, defende Gomes no vídeo.

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A questão, porém, deixa claro se tratar de um meme. “Este é um meme criado a partir da obra ‘Cristo Crucificado’, do pintor espanhol Diego Velásquez. Considerando o meme, identifique pelo menos um dos três tipos puros de dominação conceitualizados por Weber. Justifique-se, sempre em termos weberianos”, diz o enunciado.

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