segunda-feira, 6 de junho de 2022

O Kassab afirma que a tendência é o ex-presidente Lula vencer no primeiro turno


Com o fim do sonho da candidatura própria do PSD, trabalhada durante meses, Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, acredita que a maioria da sigla está com Lula (PT) que, segundo ele é favorito para vencer as eleições presidenciais no primeiro turno.

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“Hoje as pesquisas mostram uma tendência de eleição no primeiro turno. Sinto pelos depoimentos dos nossos quadros - [senador] Omar Aziz no Amazonas, [senador] Otto Alencar na Bahia, o Kalil em Minas Gerais - a presença muito forte do Lula nos seus Estados, de uma pesquisa vigorosa que vai se sustentar. São Paulo é minha praia, fui prefeito, secretário municipal, vice-prefeito, modéstia à parte eu conheço. Sinto a presença do Lula muito forte na capital”, disse em entrevista ao jornal Valor Econômico desta segunda-feira (6).

Kassab afirma que o PSD não deve anunciar oficialmente o apoio a Lula ou a Bolsonaro no primeiro turno por causa das eleições no Paraná - onde o governador Ratinho Jr. disputa a reeleição contra Roberto Requião, recém filiado ao PT - e em Minas Gerais, onde o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, filiado à sigla, tem o apoio do petista.

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"Imagina se estivéssemos apoiando o Lula, a gente ia considerar o [governador do Paraná, candidato à reeleição] Ratinho Júnior um dissidente? E se estivéssemos apoiando o presidente Bolsonaro, iríamos considerar o Kalil um dissidente?", indaga.

Kassab afirma no entanto, que "tudo caminha para liberar" o apoio dentro do partido nas eleições presidenciais, que tem mais proximidade com Lula que com Bolsonaro.

"Os quadros do PSD que estão com o presidente acreditam que vai ter segundo turno, e que o Bolsonaro pode ganhar. Mas, no PSD, não temos próximo do Bolsonaro tantos quadros como os que estão com Lula", diz.

Para o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, "Lula depende dos seus erros [para cair nas pesquisas], o Bolsonaro depende também das circunstâncias, e a mais importante é a questão da economia, a inflação, o desemprego".

"Também voltará na campanha a questão da pandemia, o Bolsonaro vai ser cobrado pelo negacionismo. Teremos nas eleições quase 700 mil pessoas que terão morrido [de covid-19]", emenda.

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