segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Vereadora de cidade do RS tem o mandato cassada após comparar mulheres de esquerda a “cadelas”


A vereadora bolsonarista do município de Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), Camila de Oliveira (Republicanos), foi cassada, por 9 votos a 0, nesta segunda-feira (16), pela Câmara Municipal da cidade.

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Em outubro de 2022, a agora ex-parlamentar gravou e divulgou um vídeo, com duas adolescentes, no qual compara as mulheres de esquerda a “cadelas”.

O vídeo, que circulou nas redes sociais, mostra Camila segurando uma bandeira do Brasil. Ao lado de duas jovens e dentro do seu gabinete, ela dubla o funk “O Proibidão do Bolsonaro”, de MC Reaça.

A letra diz: “As mina de direita são as top, mais bela. Enquanto as de esquerda têm mais pelo que cadela. Bolsonaro salta de paraquedas”.

Ela alegou que apenas participou do vídeo, que teria sido idealizado pelas adolescentes. Camila disse, também, ter sofrido críticas, ameaças, xingamentos, calúnias, injúrias e difamações depois da repercussão do que fez.

Manifestantes acompanharam a sessão que confirmou a abertura do processo de cassação, pedido pelo PDT,  dentro e fora do plenário.

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O partido destacou, na denúncia, que houve quebra de decoro parlamentar da vereadora por gravar e postar vídeos nas dependências da Câmara de Vereadores com duas adolescentes em seu gabinete, de acordo com o G1.

O depoimento de Camila estava marcado para dezembro. Porém, a vereadora não compareceu e alegou que estaria internada em uma clínica psiquiátrica em Porto Alegre. Não foram apresentados atestado médico e comprovante de internação.

Com a cassação, assume o suplente Cristian Souza, também do Republicanos. Souza recebeu 506 votos e já havia assumido a cadeira por um breve período de licença de Camila, que ficou inelegível por oito anos.

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Veja nota de Camila de Oliveira, a vereadora cassada

“Foi uma perseguição absurda que sofri, devido a ser uma mulher, por fazer uma paródia de uma música que faz parte da cultura popular que é o funk, fui discriminada e sofri um golpe daqueles que não suportaram ver o meu trabalho. O crime de perseguição a uma mulher parlamentar que não usurpou dos recursos públicos, que se doou para a sociedade montenegrina e os colegas não suportaram ver o quanto a população estava satisfeita com minha dedicação”.

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